segunda-feira, 18 de julho de 2016

Em miúdos endinheirados...

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"Dizem que o desporto é uma escola de virtudes, mas infelizmente é mentira. A falta de honestidade é um dos seus pecados mortais. Quando olho para Lionel Messi - um ídolo de milhões de jovens que aufere fortunas obscenas em salários e contratos publicitários - e o vejo como um burlão fiscal contumaz, condenado a 21 meses de cadeia, pergunto-me: será que a FIFA, que lhe atribui Bolas de Ouro a eito, não tem nem quer ter em conta o perfil moral do atleta? Se esta é uma questão que lhe passa ao lado, é pena e lamentável."


(Manuel Martins de Sá, «A Bola», 12.07.2016, p. 38)




Aqui se toca na distinção entre homem e futebolista. Talvez agora possam compreender melhor por que motivos eu não sou fã de um futebolista que aperta o pescoço a um adversário, que cospe para outro, que mostra ao público o dedo médio da mão ao ser substituído e que não dá um autógrafo a uma criança por esta ter uma t-shirt do Barça vestida...

Em miúdos endinheirados, mas ídolos com pés de barro, são mais as semelhanças que as diferenças...


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