domingo, 27 de agosto de 2017

sábado, 15 de julho de 2017

Sábado, dia 22, Karatedō e Kobudō

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Já no próximo sábado, às 17.30h!



Três associações, dois países, um caminho!
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

A travessia do rio

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Certo dia um aprendiz chegou atrasado ao treino e o seu mestre disse-lhe:
- Estás atrasado. Onde estiveste?
Respondeu o aluno:
- Moro do outro lado do rio. O rio transbordou. Não consegui atravessar no lugar do costume. Não há ponte nem barco. Não conseguia chegar aqui...
- Bem - afirmou o mestre - mas agora estás aqui. Como conseguiste chegar? Atravessaste o rio a nado?
- Não mestre.
- A enchente baixou?
- Não - respondeu o aluno. - Eu só pensei: 'Meu mestre é a minha divina revelação. Ele é o meu deus. Vou simplesmente focar-me no meu mestre e andarei sobre as águas.' Então concentrei-e e fui dizendo: 'mestre, mestre, mestre, mestre...' e aqui estou!
- Bem - reflectiu o mestre - eu não conhecia esse aspecto de mim mesmo...
Ficou intrigado e não conseguia parar de pensar nisso.
Terminado o treino, após o aluno se ter ido embora, o mestre pensou: "Preciso experimentar isso."
Então, desceu a margem do rio, olhou em volta para ver se ninguém estava observando a sua experiência e foi dizendo: "Eu, eu, eu, eu..."
Pisou a água... e afundou como uma pedra.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Sobre os "prize-money" - diálogo improvável!

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Diálogo improvável sobre prémios monetários em torneios:
- Viva, vamos os dois à final...
- É verdade, e o prémio são 500€!
- 500€ para mim se eu ganhar, 500€ para ti se tu ganhares! Qual a probabilidade de ganhar eu ou de ganhares tu? Tu é que percebes de matemática...
- Probabilidade indefinida, pois há muitas variáveis em jogo e ainda temos de contar com o risco, com o acaso e até com a subjetividade do árbitro... teoricamente poderemos dizer 50% para ambos... estamos às escuras...
- Bem, resolve-se já... deixas-me ganhar, recebes depois 150... sempre é mais certo!
- Então e se for eu a ganhar e te der 200 depois de receber os 500?
Quem ia arbitrar esta final até se encontrava por perto, e ao ouvir partes da conversa resolve intervir:
- Bem, meus amigos, resolvam lá quem vai ganhar, qualquer um me serve, mas para mim terão de vir 100...
- Ora bolas, vamos lá refazer as contas...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Tolos...

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Há pessoas com responsabilidades que não dão bons exemplos, mas são figuras de referência... 

Pois é, é que se todos os sábios têm os seus mestres, os tolos também!

O problema é a falta de coragem para separarmos o trigo do joio...


Felizes os que nunca tiveram um "Mestre" com falta de carácter!!!

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Gasshuku cancelado

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Pela primeira vez somos obrigados a cancelar um estágio.

O estado de saúde de Ōnaga Ryōichi Sensei impede-o de de deslocar de avião até nós, pelo que teremos de aguardar uma melhor data.

Certos de que tudo correrá pelo melhor, daqui lhe enviamos os nossos votos de rápida recuperação.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Gurus do "karate"!

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Viriato afinal não habitava nos montes Hermínios... Egas Moniz nunca se apresentou a Afonso VII de Leão e Castela com uma corda ao pescoço... Martim Moniz não morreu entalado nas portas de Lisboa... a escola náutica de Sagres é uma ilusão... o Infante Santo nunca o foi nem o quis ser... Frei Miguel Contreiras nunca existiu... a frase "enterrar os mortos e cuidar dos vivos" não foi proferida pelo Marquês de Pombal nem D. Pedro IV alguma vez deu o grito "independência ou morte" nas margens do Ipiranga... Portugal não foi o primeiro país a abolir a pena de morte... Salazar não era tão casto nem tão austero quanto o quiseram fazer crer... e assim fomos manipulados, durante anos, no ensino da história...

Durante anos foi-nos vendida a perspectiva do Mestre Gichin Funakoshi (1868-1957):
空手に先手無し。 – Karate ni sente nashi.
"No Karate não existe primeiro ataque."

Durante anos não foi divulgado o ponto de vista do Mestre Chōki Motobu (1870-1944):
唐手は先手で有る。  Karate wa sente de aru.
"Em Karate, ataca-se primeiro!"

Existem por aí muitos gurus do "karate", alguns que só transmitem parte das coisas que sabem/conhecem para continuarem a ser gurus... outros, que se imitam ao «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço!"»



Nos USA, o «ensino equilibrado» tanto aposta no criacionismo como no ensino da rejeição das alterações climáticas... também poderemos ir por aí...

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Se tivesse tido coragem...

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José Manuel Constantino recandidata-se à Presidência do COP. Das 33 federações de modalidades olímpicas (i. e., que estão no programa dos J. O.) obteve o apoio de 27.

Constantino diz que agregou em vez de separar (seja lá o que isso for!)... Sobre as 6 federações que não o apoiam diz: "Há duas sobre as quais se desconhece o estado actual, houve duas que não conseguimos contactar e outras duas que não tomámos a iniciativa de fazê-lo porque não desejávamos os apoios." («A Bola», 11.02.2017, p. 41).


São elas (as seis!): Basebol/Softbol, Karate, Taekwondo, Ténis, Tiro com Arco e Tiro com Armas de Caça.

Se tivesse tido coragem teria dito quais são aquelas de que se desconhece o estado actual, quais as que não conseguiu contactar e de quais não desejava o apoio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

8 países anunciados em 4 países...

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Nova Iorque, ali para as bandas da 42th street...


Londres, ali para as bandas de Regent street...

Múrcia, Corte Inglês...


Osaka, ali para as bandas de Tsutaya...


Malandros e atrevidos!

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Jenny Candeias, na edição de ontem do jornal «A Bola» (09.02.2017, p. 32) falava-nos de algo inexistente na estrutura organizativa da nossa modalidade a nível do país: “O nosso desporto, de estrutura associativa, tem na base clubes e, na cúpula, federações. Mas a posição mais difícil será a de dirigentes que se encontram a meio da estrutura: o das associações. Estes, além de estarem fora da família clubística, raramente dispõem dos recursos profissionais das federações.
Não temos uma estrutura clubes – associações distritais/regionais – federação… E talvez não seja por a posição mais difícil ser a dos dirigentes que eventualmente se encontrariam a meio dessa estrutura… A existência de associações distritais/regionais iria relativizar o trabalho e a posição (ou o poder) da federação… por isso, talvez não conveniente… ou iria retirar o privilégio (e/ou talvez o lucro) de certos clubes/associações organizarem os campeonatos regionais… ou até mesmo nacionais.

Mas nessa mesma edição desse diário, António Simões fala-nos de uma coisa existente no futebol e que curiosamente também existe na nossa modalidade: “No futebol, às vezes, para se ganhar um jogo é preciso jogá-lo dos pés à cabeça como se estivesse a cantar a canção do bandido – com os jogadores (e o treinador) a tentarem, malandros e atrevidos, enganar o adversário” (p. 36). É verdade, no “Karate” para se ganharem alguns jogos este acabam por ser jogados dos pés à cabeça (ou da organização à tesouraria) cantando-se a canção do bandido, não havendo tão poucos malandros e atrevidos como isso, pois não são só os adversários que são enganados mas até o comum dos mortais…
Repare-se no negócio montado com os cursos de treinadores (com formadores pagos e com tutores "pro bono"), com as acções de formação - mas aqui parte da culpa deve ser atribuída ao RJFD e ao PNFT - e no que se passa com as selecções nacionais.


E siga a banda!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Esperança


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Nós esperamos que 2017 seja melhor... temos esperança (ainda não descobri se "esperar" e "esperança" são provenientes do mesmo étimo), mas como dizia, julgo eu, Walter Benjamim, a esperança é para os desesperados!



"Na verdade, a beleza da vida é a sua incerteza."*


 


*(Yoshida Kenkō (吉田 兼好), "Tsurezuregusa" (1330 - 1332).

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Happy New Year 2017






Um conto...

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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso que se dedicava a ensinar Zen aos jovens.

Apesar da sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direcção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.


(De autor desconhecido, publicado por Aoi Kuwan.)


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Obrigado António Simões!

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Alguém disse, e já há algum tempo, que vivemos na era da informação...

A televisão entra-nos pela casa dentro e nós recusamo-nos a utilizar o botão on/off... os jornais colocam na 1ª página os títulos mais sensacionalistas mesmo que os conteúdos no seu interior não correspondam aos mesmos e nós continuamos a comprar... nas redes sociais partilhamos, partilhamos, partilhamos e não nos damos ao cuidado de verificarmos a fiabilidade da informação... e assim nos vão moldando o nosso intelecto e a nossa maneira de vermos as coisas... assim nos vão formatando pensando nós que estamos a decidir pelas nossas cabeças.

E se a crítica é fácil, por vezes o elogio é mais difícil, mas necessário quando indispensável.

Vem isto a propósito de uma notícia publicada no jornal «A Bola» no passado dia 15 de Dezembro, páginas 4 e 5, numa análise do jogo Vitória de Setúbal - Sporting (Taça de Portugal). Uma notícia que informando sobre a realidade dos factos vai buscar a história para melhor podermos compreender como decorreu esse jogo. Uma notícia que recorre a metáforas para melhor percebermos por que motivos o Sporting só ganhou por um golo. Uma notícia que cita Cruyff e que vai buscar Garrincha para entendermos por que o Setúbal só perdeu por um golo. Uma notícia que revela uma linha muito ténue entre prosa e poesia...

Este articulado mostra-nos exactamente a diferença entre um jornalista e muita da escória que por aí polula tentando manipular as nossas opiniões esquecendo-se que podemos recorrer sempre a Sarte e perguntarmos o que fazemos daquilo que fizeram de nós...





Uma notícia assinada por António Simões, jornalista de «A Bola», que já nos habituou a um raciocínio metafórico, a uma escrita que compara o actual com o passado e que desvenda muito do desconhecido no desporto. António Simões escreve com pés de veludo e com pluma de pavão, mas acima de tudo, escreve com uma alma do tamanho de um gigante. António Simões quando escreve, escreve a negrito! António Simões (tal como nós e tal como eu) um dia partirá - espero que daqui a longos anos - mas vai deixando por cá um legado enorme. Das muitas sementes que lança à terra, algumas hão-de germinar. Outros jornalistas o acompanham... e outros jornaleiros também. Compete-nos a nós distinguirmos uns dos outros!

Entender-se-á melhor o que pretendo dizer - e o que quero dizer é: "Obrigado António Simões!" - se lermos duas crónicas deste autor. A primeira de Janeiro de 2013 e a segunda de Outubro de 2012. Aqui ficam...


 





terça-feira, 29 de novembro de 2016

Feijões

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Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre conhecimento e sabedoria.

O mestre disse-lhes: “Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos 20 grãos de feijão, 10 em cada pé. Subam, em seguida, o monte que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos”. 

No dia seguinte, os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade, um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doridos e ele reclamava muito. O outro subia naturalmente a montanha. 

Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor, o outro sorridente. Então, o que mais sofrera durante a subida perguntou ao colega: “Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?” O companheiro respondeu: “Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os 20 grãos de feijão”.

Que não se confunda conhecimento com sabedoria...

Um ajuda a ganhar a vida; o outro constrói-a. Saibamos cozinhar nossos feijões!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

道 究 限 無

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Certa vez resolvi perguntar a Ōnaga Ryōichi Sensei (翁長良一 先生) o que era aquele quadro por cima do altar onde estava o Busāganashī, no seu primeiro Dōjō em Vistalegre, Múrcia. 

Após a pergunta,  a resposta:

–  Shodō! - respondeu-me ele.

– Como? - perguntei eu - Se estão lá quatro ideogramas e Shodō só possui dois?

– Shodō, é uma Arte, significa "O caminho da escrita". A Arte da caligrafia japonesa. O que tu queres é saber o significado do que está escrito no quadro... foi-me oferecido por um amigo meu, Mestre em Shodō...  

– Sim, é isso Sensei...

– O caminho é infinito… o que lá está escrito é Mugen-kyūdō (pronuncia-se mais ou menos como Munhenkudô) e significa “A via da pesquisa não tem limites". Por muito que treines, por muito que estudes ou pesquises, nunca encontrarás um fim… terás sempre algo mais que procurar!

Tinha eu 25 anos e era apenas um cinto verde com uma lista (4º kyū)



No próximo mês contabilizar-se-ão 35 anos após essa primeira deslocação a Múrcia. E lá estarei, para comemorar não só com Ōnaga Ryōichi Sensei mas também com todos os meus companheiros da OGKK España que tão bem me têm recebido ao longo destes anos em Múrcia - Pepe, Paco Orenes, Jesus, Javier, Pedro, Paco Rojico, Julian, Guerrero, José Carlos, Carlos Garcia, Carmen, Inmaculada, y muchos más. 




Quanto ao quadro, esse lá continua, no dōjō actual... 

Perguntam-me de onde sou e não sei! Nasci em Luanda, Angola, vim para Portugal para perto de Viseu e acabei por me radicar entre Lisboa e Sintra. Mas de uma coisa tenho a certeza: Múrcia é a minha segunda cidade.

Quanto ao caminho... cá continuamos caminhando!







sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Um post no facebook

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Nuno Moreira, capitão da selecção nacional colocou o seguinte post no facebook:
"Campeonato do Mundo em Linz.
Chegou o momento de eu fazer o que nunca fiz no facebook. Vou falar um bocado sobre a tristeza que me invade bem como a de todos os meus amigos da seleção. Sou um atleta que estou nas seleções desde 2003 e acho que nunca me senti como me sinto hoje... estamos a 5 dias supostamente de sair para a Áustria (campeonato do mundo da wkf - prova máxima da modalidade) e mais uma vez para representar as cores nacionais. Ainda não sabemos informações concretas sobre a nossa participação... participação essa que mais uma vez vamos pagar... 800€ é o que nos pedem... mas ainda sem sítio para dormir... dizem vocês "800€?" Claro e já pagamos desde 2011. Tiramos dinheiro do nosso orçamento para pagar o campeonato do mundo e mais 4000€ que gastamos em preparação para este campeonato... e agora perguntam "e a federação?"....Qual federação? Aquela que nos obriga a pagar tudo e que nem equipamentos tem (fatos de treino, t-shirts, kispos e camisolas) para os 8 dias que vamos lá estar? Sem dúvida devo responder àqueles senhores da federação que disseram que eu e os meus colegas somos uns filhos da p..... que não agradecemos à federação.... pois, agora posso dizer MUITO OBRIGADO a todos por tudo o que nos dão e nos fazem passar.... 

Já agora, informação de última hora...

Equipa: vamos segunda às 5h da manhã de carrinha para Lisboa para viajar as 10h para Munique para fazer mais 3 horas de viagem para chegar em forma e poder competir na quarta e é melhor não chegarmos às medalhas na equipa senão não podemos competir porque o nosso voo está para regressar domingo enquando a prova ainda está a decorrer.... 
Hehehehhe ... isto é uma palhaçada e não tem outro nome...

Treino 5 horas por dia para me preparar para estas provas e representar o meu país e a paga que tenho é esta....

Mas atenção o meu objectivo continua a ser o título mundial... mas sem ganhar entre 2 e 5 mil euros/mês como todos os meus adversários que vão estar no mundial."


domingo, 2 de outubro de 2016

Medíocres

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"Talvez o mundo pertença aos seres medíocres. Só eles caminham em segurança."

(Palavras de Veniero em "Dante e os crimes do mosaico", de Giulio Leoni, Ed. Presença, 2005.)



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Só uma questão!

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Todos estes formadores são remunerados. 

A minha questão é: os tutores de estágio também o irão ser?


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PNFT - uma reflexão!

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"Um aspeto de pormenor, que consideramos muito importante ser clarificado, é a questão dos direitos adquiridos. Treinadores que já estão na carreira (Grau II, III e IV), que obtiveram o seu TPTD, mas que não têm o 12º ano. Exemplo: se tiver o Grau IV está no processo final da carreira e pode não ter o Grau III – já o de Grau III, que por exemplo só tinha o 9º ano, fica agora impedido de progredir até resolver a questão escolar."

"Um outro aspeto importante ter em conta é os valores que algumas federações estipulam para os Cursos de Treinadores. Se o IPDJ financia a formação de treinadores, seria expectável que os cursos fossem tendencialmente gratuitos, principalmente os dos graus iniciais – Grau I e II, ou pelo menos ter um preço base estipulado em função do número de participantes e do financiamento público que é concedido."

"Clarificar a questão dos 50% de créditos que são atribuídos aos treinadores que exercem funções de tutor. Para estes, os restantes 50% devem ser em que componente?"

"Há Federações Desportivas que continuam a permitir que dirigentes exerçam a função de Treinador no treino e na competição."

Estes são alguns dos pontos abordados no documento denominado "Reflexão sobre o Programa Nacional de Formação de Treinadores" elaborado pela Confederação de Treinadores de Portugal e entregue no dia 20 de Setembro 2016 ao Sr. Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Dr. João Rebelo e sua equipa de Gabinete.

domingo, 18 de setembro de 2016

O que resta dos J. O. do Rio 2016? (III e último)

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Mal terminaram os J. O. do Rio, logo as análises vieram a lume.

Porque foram os melhores de sempre para Portugal, porque não se atingiram os objectivos, porque...

Vitor Serpa («A Bola», 27.08.2016, p. 37) aponta como solução essencial "a escola. Enquanto o poder político evitar a abordagem do desporto na escola como uma prioridade de um entendimento de regime para o futuro do país, cá estaremos de quatro em quatro anos, a fazer ridículos exercícios de explicação dos resultados olímpicos."

Tomaz Morais («A Bola», 27.08.2016, p. 32) vai mais longe ao afirmar que tudo "começa na falta de bases desportivas e escassa importância que é dada à disciplina de educação física (EF) no ensino básico e secundário. A escola tem de servir para a aquisição de conhecimentos diferenciados ao nível da EF, incrementando a tão falada cultura desportiva e física. Aumentar a carga horária do desporto escolar (DE) é urgente, ligá-la com eficácia ao desporto associativo e acabar com a desvalorização dos professores enquanto educadores e pedagogos de excelência no desenvolvimento integral dos jovens são algumas medidas que poderiam resultar..."

Com a razão que ambos possuem - embora se possa perguntar com que condições -, chamo a atenção para o muito que se fala em Desporto Escolar e pouco se fala em desporto na escola. Sim, porque não são a mesma coisa!

Sidónio Serpa («A Bola», 06.09.2016, p. 32) coloca o dedo na ferida quando afirma que "as referências ao desporto escolar como solução são falaciosas. Ainda que o maior número de praticantes aumente a probabilidade de emergirem talentos, isso implicaria um programa consistente visando o alto rendimento."

Não nos  basta ter atletas e treinadores de alto rendimento, é necessário ter organização, projetco, apoio especializado - económico, infraestruturas, condições de treino - e dirigentes desportivos e políticos também de alto rendimento.

E agora só duas pequenas reflexões...

1ª - Uma medalha de ouro olímpica em Espanha tem o prémio de 94.000 Euros - em Portugal 40.000 Euros (48.000 contra 25.000 para a prata e 30.000 contra 17.500 para o bronze).

2ª - Telma Monteiro, ao jornal «A Bola» (25.08.2016) afirmou: "Sei de quem foi dispensado do trabalho, mas não recebe porque a federação não tem dinheiro e o patrão não é obrigado a pagar-lhe."

Mais alguma coisa?

Daqui a quatro anos, depois de mais umas sardinhadas e de mais umas maratonas populares, cá estaremos a discutir o mesmo!